O rápido desenvolvimento dos recursos tecnológicos ocorrido na civilização ocidental no decorrer dos últimos séculos, criou um dos principais problemas sociais: o consumismo.
Iludidos pelas propagandas comerciais financiadas pelos grandes aparatos de venda de bens de consumo, o indivíduo é estimulado a cada vez mais adquirir produtos, tendo em vista a satisfação pessoal, esta qual prometida pelas sedutoras e mentirosas propagandas: na compra de um determinado carro, o comprador não ganhará um chaveiro ou uma caneta da loja, mas sim uma fonte de belas mulheres; o consumo de um determinado cigarro não causará um câncer de pulmão ou de garganta, pelo contrário, ele servirá como um “melhorador” pessoal, ou seja, o consumo do tal cigarro proporcionará ao usuário ser uma pessoa mais dinâmica e bem-sucedida, cercada de bons amigos.
Levando em consideração que todo problema tem algo que proporcione o seu desenvolvimento, podemos destacar como braço direito do consumismo a voz mediática, que propaga, junto à imagem do produto a ser adquirido, a imagem de pessoas que por algum motivo são pessoas destacadas na sociedade, estas como usuárias fiéis dos produtos, o que serve como impulso para a sociedade alucinada adquirir cada vez mais – a imagem é hipnótica, a voz mediática sedutora.
Tal procedimento exerce um grande efeito sobre a grande massa de consumidores, que desejam adquirir produtos que têm um significado representativo de atributos que tornam aquele que consome uma pessoa melhor, quando na verdade a maioria dos produtos não têm nenhuma importância.
Algumas pesquisas apontam que, na dimensão da moral do consumo, é necessário que o indivíduo se sinta parecido com as celebridades, seja nos gestos, nas atitudes e no próprio corpo – um risco para grande parte dos jovens, que não se preocupam com a seriedade e procuram, cada vez mais, seguir a moda.
Esse jogo de manipulação de idéias, de imagens e de fraquezas humanas, ressoa de forma muito precisa na nossa sociedade altamente tecnologizada, sociedade qual se manifesta cada vez mais a perspectiva de que o bem-estar pessoal pode ser encontrado no sujo mundo do consumismo. O capitalismo, pai de todos os problemas mundiais, lucra com o quadro lamentável da sociedade, e o pior: ganha uma boa imagem, à cerca do consumismo – para se obter bens materiais que, supostamente, são fontes de bem-estar, é necessário que a pessoa trabalhe e produza continuamente, tendo em vista a realização do desejo, ou seja, a compra de uma gama de objetos inúteis, nos quais o indivíduo projeta a sua felicidade imediata.
Vídeo: Mídia e Consumismo.

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